“É como se eu precisasse do mundo inteiro pra sorrir e ser feliz, ou fosse morrer a qualquer partida de alguém que fosse pelo menos um pouco próximo à mim. Em contrapartida, sentia que poderia cair morta no assoalho, e nem a ausência da minha vida no local, ou a presença do meu corpo caído seriam notados. Eu sou o produto da vitrine que nunca é comprado. O órfão que família feliz nenhuma quer. Sou o troco insignificante que todo mundo deixa de gorjeta. A mobília quebrada esquecida no sótão. Perdoe o exagero. Essa é a primeira gota de drama a ser derramada da imensidão que vem prometendo inundar.
“Ela o olhou mais uma vez, pela última vez, e guardou consigo cada parte e cada detalhe dele para que nunca esquecesse - mesmo sabendo que isso nunca haveria de acontecer. Enquanto ele foi embora sem nem olhar para trás, mas ainda assim, levou consigo a melhor parte da moça, o seu coração.